Kireeff quer punir dono de imóvel da Havan; lojas podem ser fechadas
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quinta-feira, 08 de maio de 2014
Guilherme Batista - Redação Bonde 
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) determinou nesta quinta-feira (8) que a Secretaria Municipal de Obras apure o fato de o Centro Comercial City ter sido instalado em terreno na rua Benjamin Constant, no centro de Londrina, mesmo sem ter um alvará autorizando a construção.
O empreendimento foi inaugurado em outubro de 2012. As lojas do complexo, inclusive uma da rede Havan, funcionam com autorizações provisórias e de caráter precário. "É preciso que o município haja com contundência e rigor e tome todas as medidas administrativas no sentido de coibir novas iniciativas inadequadas", argumentou o prefeito em entrevista coletiva.
Na avaliação de Kireeff, o dono do imóvel precisa ser punido. Ele também não descartou a possibilidade de as lojas serem fechadas até que tudo seja regularizado. "As empresas funcionam de forma precária e têm até o final deste mês para apresentar a documentação regular e receber os alvarás de funcionamento. Se isso não acontecer, as lojas correm o risco de ser fechadas de modo provisório até a devida regularização", destacou.
Ele também comentou o novo parecer do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IppUL), que garantiu não haver ilegalidades no funcionamento do prédio.
"(Mas) há um longo caminho para regularização. A reanálise foi feita a pedido do empreendedor. O Ippul entendeu que o EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) está correto e, a partir daí, o município dará andamento à formulação de um termo de compromisso. O acordo entre poder público e empresário será encaminhado para a Secretaria de Obras, que ficará responsável por elaborar o alvará de construção do empreendimento e, posteriormente, o Habite-se e os alvarás de funcionamento", explicou Kireeff.
O prefeito também admitiu que as leis analisadas pelo Ippul no novo parecer são dúbias e abrem margem para várias interpretações. Ainda de acordo com Kireeff, o município vai abrir processo para apurar as responsabilidades dos servidores que teriam liberado a construção do centro comercial mesmo sem o alvará da construção. "As análises vão ser feitas de forma criteriosa e com muito rigor para virarmos essas páginas e apurarmos as devidas responsabilidades", garantiu o prefeito, sem estipular prazos.


