Kfouri compara processo a um videotape da vida
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de junho de 1997
Da Redação 
A regressão de idade até chegar à vida intra-uterina é uma forma de ver o que aconteceu na vida de uma pessoa, segundo o professor de parapsicologia Fauze Kfouri. Ele ressalta que a pessoa submetida a uma sessão de regressão de idade ou de memória narra os fatos passados, mas a sua idade cronológica não se altera. A personalidade da pessoa não se desprende, é a de hoje. Por isso, se eu morrer aqui, durante a sessão, eles voltam ao normal, tranquiliza.
Fauze Kfouri explica que a pessoa que passa por uma regressão parece estar vendo um videotape da sua vida. Uma pessoa neste estado só fala e faz o que quer. Se não fosse assim, todos os crimes seriam descobertos porque as pessoas confessariam.
O professor explica: o que fez no curso foi apenas uma demonstração de regressão. Quando ela é usada para fins terapêuticos, é adotado outro procedimento. Fauze Kfouri diz que a regressão funciona de maneira direta em alguns casos; em outros, atua como terapia auxiliar. Já em determinados casos, é ineficaz.
Problemas genéricos, por exemplo, afirma o professor, não são resolvidos através da regressão. Ela atua mais diretamente nos casos traumáticos e que fornecem sequelas no âmbito psíquico e dificilmente no âmbito comportamental, afirma. Questionado sobre a regressão a vidas passadas, Fauze Kfouri afirma que a regressão comprova a memória genética via consanguinidade genética. Isso comprova outras vidas sem o processo dito apenas reencarnacionista. Portanto, há de se distinguir uma coisa da outra, filosofa.
Formado em História Geral e do Brasil, Fauze Kfouri explica que começou a trabalhar com regressão de idade na década de 60. Fui o primeiro a fazer regressão em Londrina, em 1969 ou 1970, costuma dizer. Ele fundou o Instituto Nacional de Pesquisas Psíquicas e Parapsicólogas de São Paulo e a Associação Profissional dos Parasicólogos de São Paulo.
O professor costuma ministrar cursos por várias cidades do País. Em Londrina, cerca de 300 pessoas de várias faixas etárias lotaram o salão da Paróquia Sagrados Corações, de quarta a sexta-feira. Ele credita o sucesso do seu curso à busca de valores internos.
Além de falar sobre fenômemos parapsicológicos e como eles ocorrem, durante o curso Fauze Kfouri ressalta muito o que ele chama de formação humana. Ele conta casos presenciados em outros cursos, como o de um rapaz que, durante uma demonstração de regressão, disse não gostar do pai. Mais tarde, segundo ele, foi descoberto o motivo: o pai havia chutado o ventre da mãe durante a gravidez. Durante o curso, Fauze Kfouri narrou este episódio para pedir aos casais que não fossem violentos com seus filhos.


