Karst pode ter provocado rachadura
O Aquífero Karst, um sistema de exploração de água no subsolo feito pela Sanepar, pode ter provocado uma rachadura no asfalto da estrada Pedro Fioresi, que liga o centro de Colombo à localidade de Águas Fervidas, no mesmo município. O problema foi detectado ontem por volta das 14h30, mas a rodovia não chegou a ser interditada. O gerente de hidrogeologia da Sanepar, Arlineu Ribas, admitiu que o aquífero por ter causado a rachadura. Segundo ele, o mesmo problema pode acontecer com casas de Colombo e Almirante Tamandaré, que foram construídas sobre a área do Karst.
Ribas disse que a rachadura também pode estar ligada ao tráfego pesado na rodovia por causa da pavimentação feita recentemente. Segundo ele, as depressões na região do Aquífero Karst, que tem 2.800 metros quadrados, são comuns. O afundamento independe da exploração da Sanepar, afirmou. Ele admitiu, porém, que a exploração da água pode ser uma das causas do problema. Ribas disse que hoje a Sanepar começa a fazer poços artesianos para estudar o que provocou a rachadura na pista.
Segundo os moradores de Colombo, os tanques e poços das propriedades próximas ao posto 14 do aquífero secaram após o início das explorações. Atualmente, segundo Ribas, cerca de 120 mil pessoas são abastecidas com a água retirada dos poços artesianos. Ele disse, porém, que a quantidade de água retirada é igual à que chega aos lençóis subterrâneos, para que não fiquem espaços vazios e provoquem os afundamentos.
O engenheiro fiscal do Departamento de Estradas de Rodagem, Lineu Tortato, não concorda com a afirmação de Ribas de que o problema possa ter relação com a obra de asfaltamento. Quando fizemos a base da rodovia não houve problema algum, disse. O asfalto da rodovia, com 3.700 metros de comprimento, nem chegou a ser inaugurado. Para Tortato, o rompimento ocorreu por causa do posto 14 do aquífero, que está localizado a poucos metros da rodovia. (J.A.)





