Há 21 anos, a paranaense Giordana de Souza, 29 anos, entrou pela primeira vez numa academia para começar a praticar karatê. O incentivo partiu do pai lutador, que já havia matriculado seus outros cinco filhos no esporte. Os anos se passaram e todos desistiram, menos a caçula da família Souza.
‘‘As coisas foram se encaminhando. Vieram as competições, fui me aperfeiçoando e me empenhando para melhorar cada vez mais’’, conta. Ela se deu tão bem que, em 1994, foi campeã mundial na modalidade fuku-go de karatê tradicional, competição
que alterna movimentos de coreografia e luta.
O que era apenas uma brincadeira passou a ser profissão. Desde 1988, quando conquistou a faixa preta, o estágio mais alto do esporte, ela passou a dar aulas. Hoje, Giordana ensina o que vem aprendendo ao longo dos anos aos alunos de uma academia e a seguranças contratados por uma empresa de Curitiba.
Nem o peso da barriga de seis meses que abriga filhos gêmeos faz a esportista parar. Ela continua trabalhando, mas se limitando apenas aos treinos.
‘‘Karatê não é só chute e socos. É também equilíbrio, trabalho de conscientização, autoconhecimento e coordenação’’, explica. Segundo ela, esses ensinamentos não são utilizados apenas na luta, mas também no dia-a-dia das pessoas, propiciando uma vida mais harmoniosa.
Além de ter chegado ao título mundial, Giordana foi cinco vezes campeã brasileira de karatê tradicional e outras dez vezes paranaense.

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