A juíza de Loanda, Elizabeth Khater, negou o segundo pedido de relaxamento de prisão dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região de Querência do Norte, Delfino Becker e Celso Anghinoni.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, também negou na quarta-feira, o pedido de habeas-corpus, alegando precisar de maiores esclarecimentos sobre a prisão dos sem-terra.
Em nota distribuída à imprensa, a Rede Autônoma de Advogados Populares do Paraná critica a Justiça. Segundo os sete advogados que integram a rede, a ‘‘Justiça é cega, só que de um olho’’.
Eles comparam o parecer do STJ em relação aos sem-terra com a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que na quarta-feira, concedeu habeas-corpus ao ex-investidor Naji Nahas, foragido da Justiça e condenado a 24 anos de prisão.
Conforme os advogados, só restam aos dois sem-terra aguardar o julgamento do mérito dos habeas-corpus impetrados a favor de Becker e Anghinoni no Tribunal de Justiça do Paraná e no STJ. A esperança, conforme a nota distribuída ontem pelos advogados, é de que a ‘‘Justiça tarda mas não falha’’.

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