Justiça vai decidir sobre mocó
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sexta-feira, 15 de novembro de 2002
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
O procurador-geral do Município, Carlos Roberto Scalassara, entrou ontem com uma medida cautelar de demolição do ''mocó da Rua Duque de Caxias'', uma dos mais antigos da área central de Londrina. Segundo ele, foi solicitada a autorização imediata para desmanchar o imóvel e na segunda-feira deve ser conhecida qual Vara julgará o processo. ''Assim que o juiz autorizar vamos demolir as construções sobre aquele terreno'', declarou Scalassara.
Ele argumenta que a urgência na ação é justificada pelas condições insalubres do imóvel, utilizado como abrigo para adolescentes e adultos usuários de drogas. Segundo o procurador, ''está abandonado pelo proprietário e pode até desabar''. A situação precária do ''mocó'' aumenta o risco de segurança e saúde para a população da região. ''Até mesmo para quem vive no mocó é perigoso'', ressaltou Scalassara.
O proprietário do terreno, segundo consta na Certidão de Registro de Imóveis (CRI), é o empresário Ariovaldo Ferraz de Arruda. Mas ele apresentou recurso após ter sido notificado judicialmente, no dia 14 de outubro, informando que teria alienado o terreno a terceiros e não saberia informar sobre a não-regularização da documentação. A solicitação do município para melhorar o estado de conservação do local não foi cumprida, o que levou ao pedido de demolição. Caso seja aprovada, a demolição será executada pelo município, mas os custos serão cobrados do proprietário do terreno, assim como os gastos com o processo.


