O delegado do 6º Distrito Policial, Edson Casagrande, acompanhado dos promotores Antonio Winkert de Souza e Carla Macarini, esteve ontem no Instituto Médico Legal (IML) para pedir mais informações sobre o laudo de necrópsia do pioneiro Álvaro Godoy. ‘‘Estávamos em dúvida sobre alguns tópicos do laudo’’, disse, sem revelar os pontos que ainda permaneciam obscuros. No entanto, enfatizou que ele e os promotores ficaram satisfeitos com as informações recebidas. Segundo a Folha apurou, os promotores e o delegado pediram mais esclarecimentos sobre os ferimentos encontrados no corpo do pioneiro e a real causa de sua morte.
O delegado revelou que fará a reconstituição da queda do pioneiro e vai pedir a vinda da principal testemunha do caso, a empregada Rosana Aparecida, que atualmente está em uma cidade paulista. Segundo Casagrande, a testemunha saiu de Londrina porque não encontrava mais emprego na cidade e sentiu-se ameaçada pela sobrinha do pioneiro, Josyê Godoy.
Olavo Godoy morreu no dia 22 de dezembro. Ele foi encontrado caído ao lado da cama de seu quarto, na fazenda Santa Helena, no patrimônio Regina (zona sul). O pioneiro teve o osso do nariz quebrado e corte profundo no supercilho. A queda ocorreu por volta das 9 horas. Em virtude de denúncias de que Álvaro Godoy era maltratado pela sobrinha, a polícia levantou suspeitas sobre sua morte.

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