Curitiba Barrada por uma decisão judicial, a Prefeitura de Curitiba teve que adiar a abertura dos envelopes da licitação para a primeira etapa das obras de revitalização do trecho urbano da BR-476 (antiga BR-116), prevista para ontem. Uma das empresas que comprou o edital, a Semenge S.A. Engenharia e Empreendimentos, do Rio de Janeiro, conseguiu uma liminar, expedida pela juíza da 2 Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Angela Machado Costa, para que o prazo fosse ampliado. A empreiteira alegou que foi prejudicada por não ter tempo hábil para prestar informações complementares, que viabilizassem sua participação no processo licitatório.
O procurador do município, Maurício de Sá Ferrante, recebeu a notificação da decisão judicial dez minutos antes do horário marcado para a abertura dos envelopes da licitação, que seria às 9 horas de ontem. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, 10 empresas estavam presentes. Apenas uma delas já havia protocolado os envelopes com documentos e a proposta de preço, que foram devolvidos para a empresa.
Ferrante, segundo informações passadas pela assessoria de imprensa, disse que entraria com pedido de reconsideração junto à 2 Vara da Fazenda Pública, mas até o final da tarde de ontem não havia definição sobre o prazo para que a medida fosse protocolada. A licitação fica suspensa até que haja decisão judicial contrária à liminar.
As obras previstas para o setor sul do Eixo Metropolitano de Transporte (atual BR-476), segundo a prefeitura, estão divididas em três lotes. O primeiro compreende o trecho entre o Pinheirinho e a Vila São Pedro, e está orçado em mais de R$ 16,6 milhões. As obras, que incluem pavimentação, drenagem urbana, edificações e paisagismo, são financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

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