Curitiba - A Vara Cível de Fazenda Rio Grande suspendeu as audiências públicas para a apresentação do Relatório de Impacto Ambiental das obras de implantação do aterro do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos. Marcadas para iniciar na noite de ontem, as audiências, que seriam realizadas em Fazenda Rio Grande e Mandirituba (RMC) e no bairro Caximba, em Curitiba -locais que poderão abrigar o aterro- contariam com a presença de técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e do Ministério Público (MP) estadual.
O pedido de suspensão, por 30 dias, foi feito pelo promotor de Justiça, em Fazenda Rio Grande, Paulo Conforto, que diz não ter havido tempo hábil para que a comunidade e o MP avaliassem todos os aspectos da discussão. "Recebemos a complementação do laudo sobre o consórcio na última sexta-feira", conta. Procurado pela FOLHA, o IAP informou não ter conhecimento da suspensão até o horário de fechamento desta edição.
Na manhã de ontem, mais de 100 moradores da região do Caximba manifestaram sua preocupação em relação a possível instalação do novo aterro no bairro. Vestindo camisetas com os dizeres "Lixão na Caximba não fica", eles fecharam o trânsito na Rua Delegado Bruno de Almeida, para chamar a atenção das autoridades que deixavam a inauguração da aldeia Kakané Porã. "Durante 20 anos, nossa região recebeu o lixo de 16 municípios e nenhuma benfeitoria", comentou o padre José Antonio da Cunha, um dos responsáveis pela manifestação.

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