Justiça revoga prisão de empresário
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de agosto de 2002
Marta Medeiros<br> Equipe da Folha 
Maringá - A Justiça de Maringá revogou ontem a prisão temporária do empresário Hélcio Celso Marroni, de Londrina, apontado como o dono da pistola utilizada para matar o médico cardiologista Francisco de Assis Coimbra Júnior, assassinado em julho de 1998. Outros dois suspeitos de participação, os cobradores Claudionor Antonio Barbosa e Euclides Antonio Barbosa, também receberam o alvará de soltura. Os três estavam na cadeia da 9Subdivisão Policial de Maringá desde o dia 16 de julho.
Segundo o promotor da 2Vara Criminal de Maringá, Edson Cemensatti, os indícios do inquérito policial concluído na última sexta-feira não foram suficientes para o oferecimento da denúncia. ''A polícia não elucidou o crime e não tinha como o Ministério Público acionar o Judiciário sem fundamentos'', afirmou Cemensatti, responsável pelo parecer favorável que revogou a prisão dos três suspeitos.
Para o promotor, a polícia simplesmente ''jogou'' o inquérito para o Ministério Público na tentativa de dar uma resposta sobre o crime a sociedade. ''Pedimos o retorno do inquérito para a polícia e se novas investigações apontarem para os autores do crime poderemos oferecer a denúncia'', afirmou Cemensatti.
Conforme o promotor, as investigações não conseguiram responder questões básicas como o motivo que o empresário teria para matar o médico e nem sobre a autoria do tiro fatal. O crime ocorreu em julho de 1998 e desde então permanece envolto em mistérios. A hipótese mais reiterada pela polícia recai sobre crime passional, mas também não há indícios sobre o mandante.


