Justiça questiona UEL sobre greve
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sábado, 09 de fevereiro de 2002
Célia Baroni Reportagem Local 
A reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) vai fazer um levantamento detalhado para saber quais os setores que voltaram a funcionar totalmente ou parcialmente e quais continuam parados. Ontem de manhã, a vice-reitora Vera Lúcia Suguihiro convocou uma reunião extraordinária do Conselho Administrativo (CA) e assinou uma ordem de serviço determinando que todos os centros repassem as informações pertinentes. A greve nas universidades estaduais completa hoje 146 dias.
Segundo a vice-reitora, a ordem de serviço é uma medida necessária para que a instituição possa responder aos questionamentos feitos pelo juiz da 2ª Vara Federal de Londrina, Dineu de Paula. Hoje a administração não dispõe destes dados e a forma de providenciá-los é esta, argumentou. O prazo dado pela Justiça é de 48 horas e o pedido foi formulado pelo Ministério Público Federal.
A Justiça Federal concedeu liminar no mês passado, determinando que 75% dos servidores e professores voltassem ao trabalho e o reitor Pedro Gordan havia baixado um ato executivo para que a decisão fosse cumprida. O juiz quer saber se a UEL vem reconhecendo todas as atividades acadêmicas realizadas pelos professores e alunos desde o início da greve. Questiona ainda se vinha sendo feito um controle da folha de frequência desde o o início da greve e se ela foi implantado após o Ato Executivo.
O juiz federal pede ainda à reitoria alguns números: quantos voltaram após a liminar, quais os centros estão funcionando totalmente, parcialmente e parados.
O levantamento, porém, não responde totalmente aos questionamentos da Justiça Federal. No documento enviado à reitoria, o juiz quer saber a postura da administração sobre uma possível abertura de processos administrativos disciplinares contra quem permanecer em greve.
A vice-reitora e o CA não discutiram este ponto na reunião de ontem. Ainda não é o momento de pensar nisto. Primeiro precisamos ter uma noção da situação real da universidade, frisou.
Ontem, o desembargador Jesus Sarrão, do Tribunal de Justiça de Curitiba, negou o agravo de instrumento interposto pela Associação dos Docentes da UEL (Aduel) contra o Estado do Paraná. A Aduel pedia para que fosse suspensa a multa de R$ 15 mil, estipulada caso os servidores não retornassem ao trabalho. A alegação da Aduel era que a multa foi aumentada de R$ 1,5 mil para R$ 15 mil injustamente.


