O juiz Marcel Luis Hoffmann, de Guaíra (141 km a sudoeste de Umuarama), proibiu a Sanepar de cobrar a taxa de esgoto doméstico na cidade até que melhore o sistema de tratamento. O juiz acatou pedido de liminar do promotor Laércio de Almeida que acusa a Sanepar de estar lançando dejetos sem tratamento no Rio Paraná. Segundo o promotor, a lagoa de tratamento possui um extravasor que lança os dejetos diretamente no rio quando o reservatório está muito cheio.
A rede de esgotos de Guaíra cobre 63% da área urbana com 3.931 ligações. Há 5 anos, a Justiça suspendeu a cobrança da taxa porque a Sanepar fazia apenas a coleta e lançava o material ''in natura'' no rio. A empresa construiu a estação de tratamento, mas o sistema estaria funcionando precariamente.
O gerente regional da Sanepar em Assis Chateubriand, Odacir Fiorentini, disse ontem que a Sanepar ainda não foi intimada da decisão e não quis comentar o assunto. Em sua defesa no processo, a Sanepar alegou que o extravasor foi instalado para escoar excessos de água da chuva ou quando houver panes no sistema e que está providenciando mudanças para evitar eventuais vazamentos de esgotos. Quando for intimada, a Sanepar terá 10 dias para suspender a cobrança. Caso contrário receberá multa diária de 1 mil Ufirs (aproximadamente R$ 1 mil).

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