Os desembargadores do Tribunal de Justiça devem analisar na próxima semana um pedido do advogado Nilson Sguarezzi para que duas testemunhas de acusação do assassinato da psicóloga Leila Wrigth, integrante do Movimento Tortura Nunca Mais, sejam submetidas à hipnose. Este seria um dos primeiros caso no Brasil em que a hipnose seria usada durante o período de instrução para um julgamento criminal.
A justificativa para o pedido de hipnose está baseado no fato de que as duas testemunhas viram o autor da tortura e assassinato da vítima, mas não conseguem se lembrar das características físicas do assassino. ‘‘Eles reconheceram em 70% o denunciado como sendo o autor do crime. Mas a hipnose poderia por um ponto final na dúvida’’, defendeu Sguarezzi.
Os advogados do suposto assassino, Pedro Novack de Castro – que foi denunciado no início deste ano pelo Ministério Público e teve a prisão preventiva decretada –, não concordam com a realização da hipnose por acharem que o método não pode ser usado como prova. Eles conseguiram uma liminar impedindo temporariamente a realização da hipnose.
O assassinato da psicóloga ocorreu em outubro de 1997. Ela morava no bairro Jardim Social, em Curitiba, e tinha sofrido ameaças por telefone 15 dias antes do fato. As ameaças foram gravadas. A voz foi reconhecida como sendo a do primo Pedro Novack, com quem Leila havia tido um romance. O primo nega que tenha matado a psicóloga e apresentou como álibe a mulher, com quem ele teria ido ao cinema no dia do assassinato.

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