A Câmara de Veredores de Londrina suspenderá o convênio com o programa Promotoria nos Bairro. A medida irá prejudicar a comunidade carente da cidade que não possui meios para chegar à Justiça. O convênio prevê o repasse de R$ 1,3 mil por mês para pagar os 10 estagiários do curso de Direito da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que ajudavam os promotores no atendimento ao público, e vence em 60 dias.
O comunicado da suspensão foi feito diretamente ao procurador-geral da Justiça, Gilberto Giacóia, pelo presidente da Câmara, Renato Araújo, que atualmente ocupa o cargo de prefeito. O convênio havia sido firmado há dois anos. O fato surpreendeu lideranças de bairros e o coordenador do programa, promotor Paulo Tavares. ‘‘Sem a ajuda da Câmara, o programa será extinto, o que será lamentável para as pessoas que não têm acesso à Justiça’’, afirmou Tavares.
Renato Araújo alegou que a suspensão ocorreu porque o convênio não tinha base legal e que a Câmara está cortando todos os gastos que comprometam o seu funcionamento. ‘‘Sabemos dos bons serviços que a Promotoria dos Bairros vinha prestando à comunidade carente. No entanto, a Câmara não tem receita e por isso não pode dispor de verba para formalizar convênios. Estamos também cortando gastos e obedecendo os mesmos critérios do Governo do Estado, que suspendeu a verba para pagar os advogados dativos (advogados convocados pela Justiça para defender réus carentes).’’ Como forma de remediar o problema, Araújo prometeu colocar a infra-estrutura jurídica da Câmara à disposição das pessoas carentes.
Hoje pela manhã, o presidente do Conselho de Saúde da Região Sul (Consul), Nelson Cardoso, vai reunir as lideranças comunitárias e elaborar um documento pedindo esclarecimento à Câmara pelo corte da verba.

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