Da Redação
O juiz da 4ª Vara Criminal de Londrina, Arquelau Araújo Ribas, espera concluir no próximo dia 13 os últimos depoimentos das testemunhas da Proforte Transporte de Valores, que foi assaltada no início de setembro. Já foram ouvidas cerca de 13 pessoas, entre elas donos e funcionários da empresa, e faltam outras três ou quatro testemunhas. Depois disso, serão ouvidas as testemunhas arroladas pelos advogados dos quatro acusados denunciados pelo Ministério Público. Cada denunciado pode apontar até oito testemunhas.
Arquelau Ribas acredita que até o final de dezembro não seja possível concluir o processo, já que algumas das testemunhas arroladas pela defesa, e que moram fora de Londrina, serão ouvidas por meio de carta precatória. ‘‘Não se ouve com precatória com menos de 20 dias’’, afirmou.
O juiz lembrou que depois de ouvir todas as testemunhas, o processo entra na fase das diligências – onde cada parte pode solicitar algum esclarecimento – e, em seguida, das alegações finais. Somente depois disso é que o juiz terá condições de decidir sobre o caso. Ele acredita que, se tudo correr bem, até o final de janeiro o processo esteja em fase de sentença.
O assalto na Proforte foi praticado por uma quadrilha composta por cerca de 15 homens fortemente armados, que mantiveram funcionários sob ameaça em cativeiro por várias horas. Eles levaram R$ 2,9 milhões da empresa. Para a polícia, o chefe da quadrilha seria Marcelo Moacir Borelli, que está foragido desde a época do assalto. Foram encontradas impressões digitais de Borelli no retrovisor interno do automóvel Santana, usado pela quadrilha no assalto e na fuga.
Depois do roubo, a polícia prendeu Osvaldo Sestário, comerciante londrinense que teria dado apoio logístico à operação criminosa; e dois foragidos da Justiça que seriam integrantes da quadrilha, Paulo Cezar dos Santos e Vagner Ribeiro Domingues. Todos já foram interrogados pelo juiz e negaram participação no assalto. Borelli também já havia sido preso pela Polícia Federal, em abril deste ano, mas fugiu um mês depois da sede do Centro Operacional de Policiais Especiais (Cope), em Curitiba.

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