Curitiba Os pais do bebê de sete dias, que morreu no dia 7 de julho com suspeita de ter sido molestado sexualmente, Nilson Moacir Oliveira Cordeiro, 33 anos, e Any Paula Fascolin, 29, reafirmaram sua inocência, ontem, durante interrogatório na Justiça. A poucas quadras do Fórum Criminal, em frente ao IML, familiares e amigos do casal faziam manifesto, pedindo ''justiça''. Eles defendem que houve erro no laudo de necropsia, pois um outro laudo feito a pedido dos advogados de defesa apontou que o bebê tinha uma doença rara e fatal, conhecida por Síndrome de Fournier. Do IML, os manifestantes seguiram em passeata até o Fórum.
Any disse, em seu depoimento, que, antes de deixar o hospital onde Luan nasceu, os pediatras haviam diagnosticado que ele tinha hidrocele (acúmulo de água no saco escrotal). Os médicos teriam dito que era uma condição normal e que em poucos dias o próprio organismo absorveria o excesso de líquido, que havia provocado, também, o enrijecimento da pele e manchas avermelhadas na região anal.
Segundo Any, um dia antes de Luan morrer, ela e a zeladora do prédio notaram que o inchaço havia aumentado e que havia uma bolha na parte superior do pênis. O casal então levou o bebê ao hospital, onde ficou internado com diagnóstico preliminar de infecção generalizada. No dia seguinte, quando foi vê-lo, um dos médicos a chamou pedindo esclarecimentos, pois suspeitava de abuso sexual e a alertou do risco de morte.
Por volta das 2 horas da madrugada seguinte, o bebê morreu e, segundo Any, ela e Nilson só foram avisados pela manhã quando voltaram ao hospital. Any e Nilson saíram do hospital algemados e levados para prestar depoimento na polícia. Passaram uns dias na casa de amigos e se apresentaram no Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria). Um dos advogados do casal, Luciano Nei Cesconetto, disse que entrou com pedido de habeas corpus.

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