Ibiporã O juiz Sérgio Aziz Neme, da Vara Criminal de Ibiporã (14 km a leste de Londrina) indeferiu ontem pedido de prisão domiciliar impetrado pela defesa do delegado titular de Ibiporã, Antonio Zuba de Oliva, preso no início da semana passada por suspeitas de envolvimento em extorsão. Ele está detido no 2º Distrito Policial (DP) de Londrina. Os celulares de Zuba e de um dos escrivães detidos com ele foram recolhidos no final de semana.
O delegado e mais cinco policiais, civis e militares, foram presos pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC). O suposto caso de extorsão teria ocorrido no último dia 17 e envolveria um casal e um caminhoneiro, detidos por receptação de mercadorias roubadas. Para liberar o grupo, o delegado teria pedido R$ 15 mil. O casal, entretanto, teria fechado negócio com um Passat modelo alemão, ano 1994, e liberado logo em seguida.
No final de semana, os aparelhos celulares de Zuba e do escrivão Otacílio Sales Grube, também suspeito de participação no esquema, foram retirados das celas. O Ministério Público (MP) questionou publicamente a regalia dos presos.
''Diante da situação mantivemos conversas com o MP, com o delegado e o escrivão e de comum acordo guardamos os aparelhos no cofre da polícia'', afirmou o chefe da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Jurandir Gonçalves André, que frisou, contudo, que o porte dos aparelhos não seria ilegal.
O advogado de Zuba também pediu a revogação da prisão preventiva. O pedido, entretanto, ainda não foi apreciado pelo juiz Sérgio Aziz Neme. A reportagem tentou entrar em contato com o advogado do delegado, mas ninguém atendeu as ligações em seu escritório. Um segundo escrivão e os três policiais militares continuam detidos, os últimos no quartel do 5º Batalhão da PM.

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