A Justiça negou ontem pedido de liminar do Ministério Público (MP), que pretendia anular o aumento da tarifa de ônibus em Londrina, reajustada em 18,5% no último domingo. A passagem custa agora R$ 1,60. A decisão, contudo, não tem caráter definitivo e pode mudar no decorrer do processo. O juiz substituto Álvaro Rodrigues Júnior também intimou o prefeito Nedson Micheleti (PT), o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, e os representantes legais da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) e Francovig para prestarem esclarecimentos e apresentar defesa. Para o promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, o reajuste é ilegal já que a tarifa não poderia subir duas vezes em menos de um ano. Ontem, estudantes voltaram a protestar contra o aumento (veja texto abaixo).
Na interpretação do juiz, apresentada em despacho e baseada na lei 8.437/92, a concessão da liminar sem audiência prévia dos envolvidos seria nula. O juiz preferiu não comentar a decisão com a reportagem. Os mandados de intimação aos envolvidos foram pedidos ontem pelo juiz e devem ser entregues na segunda-feira. A partir disso, a Justiça determina prazo de 72 horas para apresentação da defesa o que empurra a polêmica do transporte coletivo por mais uma semana.
Sella considerou a decisão favorável. Sem entrar em detalhes, visto que até a tarde de ontem ainda não havia sido notificado oficialmente, Sella adiantou que a defesa será baseada na apresentação da planilha. ''Vou enviar os mesmos documentos e planilhas que foram enviados ao MP e sanaremos eventuais dúvidas que surjam na petição'', afirmou.
A Francovig, por meio de sua assessoria, informou que vai atender toda solicitação da Justiça e, assim que for notificada oficialmente, apresentará os documentos solicitados. O gerente geral da TCGL, Gildalmo de Mendonça afirmou que a assessoria jurídica da empresa está estudando o processo para proferir defesa.

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