Justiça nega habeas corpus para suspeito do Caso Amanda
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O Tribunal de Justiça do Paraná indeferiu ontem o pedido de habeas corpus do jovem que está preso no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Londrina sub suspeita de envolvimento na morte da universitária Amanda Rossi, 22 anos. Em seu despacho, o desembargador Campos Marques sustentou que a prisão provisória ''está baseada em fatos concretos'', citando os papéis com notícias e anotações sobre Amanda encontrados no quarto de pensão do suspeito em São Carlos (SP).
O advogado Marcelo Kintzel Graciano, que assumiu a defesa do jovem e ingressou com pedido de habeas corpus na última segunda-feira, afirmou que não há provas contra seu cliente. Ele argumentou que suspeitas levantadas através de uma denúncia anônima não poderiam gerar a prisão de alguém. Graciano também afirmou que as supostas contradições nos depoimentos de seu cliente devem ser tomadas com cautela. ''As contradições são de um rapaz de 18 anos, que foi levado ao cárcere após ser surpreendido em sua própria casa'', comentou.
O advogado contou que uma vez por ano assume a defesa dativa de pessoas que não podem bancar um advogado. ''Como a prisão me parecia ilegal, optei por conversar com ele e assumi a defesa'', completou. Para Graciano, a prisão foi uma tentativa de dar uma explicação à sociedade. ''Ele nega envolvimento e, na minha óptica, está encarcerado para reduzir a pressão sobre a polícia'', destacou.
Amanda Rossi foi morta no dia 27 de outubro, durante um festival de música e dança no campus da Unopar no Jardim Pizza (Zona Sul). O corpo da jovem só foi encontrado dois dias depois, por um funcionário da universidade, na sala de máquinas da piscina. Ela foi agredida no rosto e esganada.
O jovem preso em São Carlos foi ''denunciado'' por um e-mail anônimo que apontava que o rapaz conhecia Amanda e que poderia ter se encontrado com ela no dia do crime. No dia 28 de dezembro, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão no quarto que ele ocupava em uma pensão em São Carlos e, com base em alguns indícios encontrados, conseguiu a prisão dele.


