Justiça nega habeas corpus a motorista que dirigia bêbado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de junho de 1998
James Alberti 
Os quatros desembargadores do Tribunal de Justiça do Paraná negaram, por unanimidade, o habeas corpus impetrado pelo advogado Júlio Militão, que defende o chacareiro Wladimir Poli, 20 anos. O rapaz é acusado de causar o acidente de trânsito, em 16 de maio, que matou Luciano Vitor Galli, 4 anos, e o pai dele, o economista Luiz Felipe Galli, 33 anos. Berenice, mulher de Galli e mãe do menino, também ficou ferida e ainda se recupera das sequelas.
Apesar de ter sido preso em flagrante, de ser acusado de fazer roleta paulista (furar sinais vermelhos em sequência), e de dirigir bêbado, conforme constatou o teste do bafômetro, o chacareiro foi liberado pelo delegado Dirceu Nascimento, da 2ª Delegacia de Trânsito, após pagar fiança de R$ 130,00. A fiança foi cassada pelo juiz da 1ª Vara de Delitos de Trânsito, Rogério Kanayana, poucos dias depois. O juiz restabeleceu a prisão em flagrante e expediu mandado de prisão, mas Poli está foragido.
O advogado Júlio Militão foi procurado pela Folha, mas não foi encontrado nem retornou ligação telefônica.


