Justiça matém instalações em Londrina
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quarta-feira, 08 de novembro de 2000
Maranúbia Barbosa De Londrina 
A construção de quatro antenas de telefonia fixa da empresa Global Village Telecom (GVT), em áreas residenciais de Londrina, foi mantida pelo juiz Mário Nini Azzolini, da 10ª Vara Cível. Há cerca de três semanas, a GVT tinha impetrado mandado de segurança para garantir a construção, depois que a prefeitura questionou a possibilidade de danos à saude. Anteontem, o departamento jurídico da prefeitura, em um documento de 25 páginas, apresentou as informações solicitadas pelo juiz, mas não houve alteração na liminar, que continua vigorando.
A prefeitura tentou revogar a liminar depois que foi procurada por moradores do Jardim Ouro Branco (zona sul), há cerca de três semanas. Os moradores pediram providências ao prefeito Jorge Scaff, temendo os efeitos da irradiação magnética emitida pelas antenas. Como a cidade não possui legislação específica sobre instalação de antenas fixas, a prefeitura não autorizou de imediato a construção. A GVT entrou com o mandato de segurança e obteve parecer favorável do juiz.
De acordo com informações da cartório da 10ª Vara Cível, em um tópico final a prefeitura pediu que fosse revogada a liminar, por potencializar grave lesão à saúde pública, mas não especificou quais seriam os danos. Ainda conforme o cartório, o impedimento efetivo só se daria se fossem apresentadas provas de malefícios à saúde. Mediante a manutenção da liminar, outro pedido de revogação só pode ser proposto se partir de órgãos que tenham representação junto à comunidade.
A assessoria de imprensa da GVT comunicou que as quatro antenas que estão sendo instaladas na cidade devem ficar prontas ainda este ano. Além de Londrina, mais 23 cidades de nove Estados e o Distrito Federal vão abrigar as antenas fixas. O número mínimo de linhas telefônicas que vão ser oferecidas este ano é de 60 mil, somente no Paraná. Em Londrina serão 8.533 linhas, que vão funcionar em uma rede de fibra ótica e sistema de transmissão via radiofrequência. De acordo com a assessoria de imprensa, não existe nenhum risco para a saúde da população. A GVT deve concorrer diretamente com a Sercomtel e a Brasil Telecom.


