Justiça mantém gratuidade para agentes de Endemias
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terça-feira, 07 de junho de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
A Justiça negou nesta semana liminar para a Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), que pede a suspensão da gratuidade concedida aos agentes de Endemias até que seja determinada a origem dos recursos para custear esse serviço. O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, Marcus Renato Nogueira Garcia, argumentou que o interesse público do trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti sobrepõe qualquer desequilíbrio financeiro. A gratuidade deve ser mantida, pelo menos até que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) seja ouvida e fornecesse informações sobre os impactos da medida.
A diretora de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Londrina, Maria Fátima Tomimatsu, ressaltou que a decisão beneficia não só os agentes, mas toda a população. "É uma demanda que a gente havia solicitado para facilitar o trabalho deles", apontou. "Se fosse imposta a restrição da utilização dos ônibus, poderia comprometer o resultado final do trabalho. Essa existência do passe livre para os agentes é necessária para garantir a mobilidade, agilidade e capacidade de cobertura deles", acrescentou o secretário de Saúde, Gilberto Martin.
A dona de casa Maria Aparecida Cruzes, moradora do Jardim Leonor, aprova a gratuidade. "Já que eles têm que fazer o trabalho, eles devem ter o direito de circular de ônibus", justificou, destacando que esses trabalhadores têm muita responsabilidade.
Segundo a coordenadora de Endemias, Diana Martins, o município possui 310 agentes de Endemias. "O passe é importante, porque ajuda no deslocamento, agiliza o trabalho de apurar denúncias e auxilia no trabalho de bloqueio de casos positivos. Sem esse benefício da isenção, o trabalho seria prejudicado", apontou.
A TCGL é detentora de 70% das linhas de transporte coletivo do município. A tarifa é de R$ 3,60. A lei instituindo a gratuidade para os agentes foi sancionada pelo prefeito Alexandre Kireeff em agosto do ano passado. A reportagem procurou a assessoria de comunicação da CMTU, que informou que não se pronunciaria sobre o tema porque não ainda não recebeu a decisão. A assessoria de imprensa da empresa informou que também não se pronunciaria sobre o assunto.
AÇÃO
Cerca de 40 crianças do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Clemilde de Martini Lopes dos Santos e do projeto Viva a Vida realizaram na manhã de ontem uma passeata no Jardim Leonor (zona oeste). A ação denominada "No inverno não dê agasalho ao Aedes aegypti" visa alertar os moradores sobre os cuidados que devem ser tomados mesmo no período de frio.
A educadora em Endemias Lucimara Vasconcelos ressaltou que algumas pessoas pensam que no período do frio não há riscos de contágio, porém o mosquito pode desovar no inverno e estes ovos podem sobreviver até um ano e dois meses, e eclodem no verão. "Essa ação serve para que o problema não caia no esquecimento", apontou.
No período de agosto do ano passado até o dia 2 deste mês o município registrou 11.978 notificações de dengue, dos quais 3.514 casos foram confirmados. Londrina também teve 11 casos confirmados de zika e dois de chikungunya.


