Justiça manda reabrir desvio de pedágio
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segunda-feira, 04 de setembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A juíza Denise Hammerschmidt, da 5ª Vara Cível de Maringá, deferiu liminar a pedido do Ministério Público, abrindo a estrada de ligação entre a Ilha Bananeira e a cidade de Floresta (25 quilômetros a oeste de Maringá). O trecho era usado como desvio da praça de pedágio da PR-317 e estava fechado desde o início do ano passado. A Viapar, empresa concessionária do lote 2 do Anel de Integração, se valendo de uma lei municipal, instalou uma cancela na estrada e controlava o trânsito de veículos. Apenas moradores de Floresta podiam passar. A decisão da Justiça vai prejudicar a cidade, afirma o prefeito Manoel Dirce de Miranda (PSDB).
Ele explica que a estrada é municipal. Para acabar com o trânsito rodoviário da zona urbana, a Câmara aprovou a lei fechando o trecho usado como desvio. Além dos prejuízos financeiros para a prefeitura, que tem que arcar com o estrago feito por veículos pesados nas ruas da cidade, Miranda alega a falta de segurança no trânsito na área urbana. Com a cancela estava uma tranquilidade para todo mundo, disse. O prefeito explica que a lei permitia que apenas os moradores da cidade passassem pelo trecho.
Os agricultores, garante Miranda, estão revoltados com a medida. A gente preserva a estrada para escoar a safra, e agora vai virar uma buraqueira só, prevê. O caminhoneiro Dirceu Moral, de Floresta, calcula que pelo menos mil veículos vão passar pelo desvio diariamente, assim que a notícia sair no jornal. Ontem, o movimento no trecho era pequeno. Mesmo assim um funcionário da Viapar anotava cada carro que passava. O certo é fechar porque a gente precisa da estradinha conservada para puxar a safra, disse Moral.
O comerciante Luiz Cesar Paro, de Engenheiro Beltrão, não tem a mesma opinião. Ele diz que passa pelo local pelo menos três vezes por semana, e que gasta mais no pedágio do que no combustível. O valor aqui é um exagero (R$ 3,50 por veículo leve), considera.
A Viapar informou que está acatando a liminar e que o departamento jurídico da empresa estuda as condições para recorrer. O prefeito Manoel de Miranda promete apoiar qualquer medida que garanta o fechamento da estrada municipal.


