O juiz da 1 Vara Cível, Mauro Ticianelli, determinou o fechamento e a retirada de todas pessoas que estavam na casa onde funcionava a Organização Não-Governamental (ONG) Associação Cristã Kerigma, destinada ao atendimento de portadores de problemas mentais e usuários de drogas. Na parte da manhã, representantes de vários órgãos estiveram no local, situado no Bairro Aeroporto (Zona Leste de Londrina), mas foram impedidos de fazer uma vistoria. Somente no final da tarde o mandado de busca e apreensão foi cumprido.
Mesmo com a presença de dois oficiais de justiça, as pessoas que estavam na casa não abriram a porta. Os oficiais entraram em contato com a Polícia Militar (PM) pedindo reforço e com um chaveiro que foi até o local abrir o portão. Dentro da casa, eles encontraram a presidente da ONG, Cleuza de Souza Garcia, e mais três pessoas, sendo um adolescente e um idoso. A outra pessoa era o pastor Valter Salvado, de outra entidade já extinta, a Camor. O pastor disse que fazia um trabalho de evangelização no local.
As quatro pessoas resistiram em sair e só concordaram depois de mais de duas horas de negociação. Ontem, às 20 horas, eles arrumavam as coisas para deixar a sede da ONG. O idoso seria levado para uma entidade assistencial e as outras pessoas voltariam para suas casas. A assistente social do MP, Maria Giselda de Lima, esclareceu que a ONG não tinha autorização para funcionar. Ela observou que a entidade vinha utilizando documentos antigos para conseguir verbas para a manutenção.
A atual sede utilizada pela ONG foi cedida em setembro, por determinação da Justiça. Ontem à tarde, antes do fechamento da sede, a presidente da entidade disse por telefone à reportagem da Folha que havia cinco pacientes ''internados'' na casa e que o local dispõe de toda a estrutura necessária. Ela chegou disse que a entidade não atendia dependentes químicos, mas pessoas com estresse, síndrome de pânico e depressão. Cleuza de Souza Garcia afirmou que voltaria a falar com a imprensa hoje.

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