O grupo de oito sem-terra preso dia 4 na Fazenda Cahoeira, em Sapopema (132 km ao sul de Cornélio Procópio), por porte ilegal de armas e formação de quadrilha, foi colocado em liberdade provisória sexta-feira, no final da tarde. Os sem-terra Givaldo João da Silva, José Dorcílio Lopes, Miguel Pozarowski Camargo, José Barbosa da Luz, Valmir Ferreira de Paula, Jaci Gonçalves, Nelson Pascoal Demarque e João Valdevino da Silva estavam detidos nas delegacias de Curiúva e Telêmaco Borba.
Segundo o advogado da Rede Autônoma dos Advogados Populares do Paraná, Gerson da Silva, o Ministério Público deu parecer favorável ao pedido de liberdade provisória e a juíza substituta Adriana Marques dos Santos Ossipi acatou a decisão no mesmo dia. Os sem-terra estão alojados agora no Ginásio de Esportes de Sapopema, que desde a desocupação da fazenda abriga 42 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
O advogado informou também que o Incra deverá rever nos próximos dias o laudo que define a Fazenda Cachoeira como produtiva, já que, durante consulta ao processo, membros do MST constataram a retirada de algumas páginas. Gerson explicou que, após denúncias de que o processo continha notas fiscais fraudadas, o fazendeiro Osvaldo de Almeida Rocha recebeu um prazo para se manifestar a respeito.
Na sexta-feira uma comissão dos sem-terra analisou o processo que se encontra no Incra e constatou a falta de alguns documentos. ‘‘Agora nós vamos solicitar a apuração das responsabilidades pelo sumiço destes documentos e que seja feito um novo laudo da fazenda.’’

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