O juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) de Londrina, Roberto Ferreira do Valle, determinou ontem à tarde a liberação da Penitenciária Provisória de Londrina (PPL) e dos quatros distritos policiais (DPs) que haviam sido interditados parcialmente em outubro do ano passado por causa de superlotação. Segundo o juiz, a PPL e os DPs cumpriram as exigências necessárias para readequar o sistema carcerário.
Atualmente, a PPL abriga 186 presos, mas a capacidade da penitenciária é de 140 detentos. Para que fosse desinterditada foram reforçadas as portas, o alambrado do pátio de sol foi elevado em cerca de três metros e recebeu lâminas na parte superior, foi construída um cela de triagem e implantado um circuito de vigilância interna com seis câmeras, além de outras adequações. Segundo o juiz, apenas o projeto elétrico não foi executado porque seria necessário esvaziar a penitenciária.
‘‘Tudo que foi determinado, foi cumprido. Apesar dos distritos e da PPL continuarem com excesso de presos, eles estão dentro de uma capacidade suportável’’, disse o juiz Roberto Ferreira do Valle.
O delegado-adjunto Jurandir Gonçalves André, que responde pela penitenciária, disse que agora poderão ser feitos remanejamentos de presos de alta periculosidade para PPL.‘‘A penitenciária se tornou um presídio de maior segurança, onde poderemos abrigar presos perigosos’’, declarou.
Os quatro distritos que mantêm carceragem também receberam obras, apesar de continuarem com presos além da capacidade normal. As celas foram higienizadas, pintadas e receberam colchões novos, os sistemas hidráulicos e elétricos foram restaurados e a distriubuição de alimentos e medicamentos foi regularizada. No 2º DP, por exemplo, foram construídas duas celas. Além das obras, todos os presos foram submetidos a exames médicos e odontológicos. A polícia não soube informar os custos das obras e adequações.
O 2º DP tem capacidade para 24 presos, mas abriga 97. No 3º DP a capacidade é para 32 presos, mas 61 pessoas estão nele. O 4º e 5º DPs deveriam comportar 24 presos cada um, mas abrigam 35 e 37 detentos, respectivamente. Somente nos primeiros 22 dias de interdição, foram transferidos 182 presos para unidades de Londrina, Curitiba e Maringá. Ontem, a polícia não soube informar o número total de transferidos durante todo o período de interdição.
O juiz declarou ainda que a solução para os problemas de superlotação é a conclusão da Cadeia Pública, prevista para março ou abril. ‘‘O importante é manter a situação carcerária sob controle. Mas precisamos levar em conta que a criminalidade em Londrina vem aumentando e em três meses os DPs e PPL devem estar superlotados novamente. Por isso, a cadeia é apontada como a solução’’, afirmou o juiz.
O delegado-chefe da Polícia Civil, Gilson Garret Algauer, disse que todos os DPs tinham problemas estruturais e que os reparos feitos melhoram muito a situação carcerária, mas ele também ressalta que a conclusão da Cadeia Pública será a solução para os problemas dos DPs e da PPL.

mockup