Interditada pela Justiça há um ano, após uma rebelião de presos, a cadeia pública de Arapongas está sendo liberada hoje pelo juiz criminal da comarca, Carlos Alberto Costa Ritzmann. A desinterdição estará condicionada a um limite de presos e a uma recomendação ao Estado para que seja construída outra cadeia pública no município. Os termos da liberação já haviam sido discutidos numa reunião prévia com autoridades, mas só serão conhecidos hoje, quando Ritzmann retoma sua função.
Em setembro de 2000, quando o juiz determinou a interdição, os 62 presos que estavam alojados na cadeia local - que tem capacidade para abrigar apenas 34 detentos -, foram transferidos para outras carceragens. A maioria deles (39 presos) foi levada para a cadeia de Sabáudia, município que pertence à Comarca de Arapongas.
Construído há mais de 30 anos, o prédio da cadeia de Arapongas, que já era bastante precário, ficou completamente destruído na última tentativa de fuga em massa. no ano passado. ''Com a intervenção dos policiais conseguindo frustrar a fuga, os presos promoveram uma rebelião, que deixou ainda mais comprometida a estrutura da cadeia'', lembrou ontem o delegado Valdir Abraão.
Segundo ele, nos últimos meses o prédio da cadeia passou por uma ampla reforma e adequações exigidas pela Justiça, atingindo principalmente o setor de carceragem. As obras incluíram um reforço nas grades de janelas e portas, implantação de novos sistemas hidráulico e elétrico e algumas mudanças na estrutura, para permitir melhor ventilação e claridade.
Antes da reforma, um laudo do Instituto de Criminalística de Londrina indicava que as condições do prédio eram insalubres, colocando em risco a saúde dos presos. Mesmo com as melhorias já executadas, um novo laudo do IML alerta que as condições de segurança ainda não são satisfatórias. A situação na cadeia de Sabáudia, no entanto, é ainda mais grave. Com capacidade para abrigar 8 presos, as celas estavam alojando mais de 40 detentos.

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