Justiça libera acusados no caso do assalto à Proforte
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quarta-feira, 02 de maio de 2001
Dimitri do Valle De Curitiba 
O juiz Mauro Bley Pereira Junior negou na segunda-feira pedido de prisão preventiva contra dois acusados de envolvimento no assalto da transportadora de valores Proforte, em Curitiba. A polícia investiga a participação de Cláudio Luiz Hortêncio, funcionário da empresa, e de Carlos Roberto da Maia, apontado como um dos organizadores do crime.
Maia não foi localizado desde que as diligências começaram. A suspeita é de que ele seja de São Paulo. Hortêncio teve prisão temporária decretada no dia 25, mas o prazo de detenção, que é de cinco dias, já expirou. Ele não está em liberdade porque responde a outro processo por porte ilegal de arma. Em depoimento, o funcionário disse que foi procurado por Maia e forçado a revelar a rotina da empresa. Alegou que caso se recusasse a repassar as informações, a família sofreria represálias.
Num despacho de apenas seis linhas, o juiz justificou que não haviam provas para sustentar as preventivas. As provas colhidas pela autoridade policial não são suficientes para determinar a prisão preventiva de Claudio Luiz Hortêncio e Carlos Roberto da Maia, posto que não se verificam provas de circunstâncias que indiquem a necessidade da custódia prisional dos réus durante o curso processual, escreveu o juiz.
No dia 17 de abril, cerca de 30 homens roubaram R$ 6,326 milhões dos cofres da Proforte sem disparar um único tiro. Foi o maior assalto da história do Estado. Para garantir o êxito da ação, os ladrões sequestraram 30 pessoas, entre elas funcionários da Proforte e seus familiares, confinados por 13 horas numa chácara em Campo Magro, na região de Curitiba. O caso chamou a atenção da polícia pelo grau de organização da quadrilha. O grupo teria terceirizado a execução do assalto com o objetivo de dificultar a identificação dos mandantes do crime.
Os ladrões nem chegaram a entrar na empresa e aparentavam ter conhecimento das instalações, que contam com circuito interno de tevê. Eles se dividiram em três grupos. Um deles acompanhou três gerentes da Proforte e um motorista para apanhar o dinheiro. O segundo ficou com os reféns e o terceiro grupo realizou a fuga de todos os assaltantes. Os veículos foram escondidos num barracão da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), no bairro Atuba, que fica às margens da BR-116, a principal ligação entre o Paraná e São Paulo, possível destino de parte da quadrilha.


