GOIOERÊ - O tribunal do júri de Goioerê (72 quilômetros a oeste de Campo Mourão) julga hoje, a partir das 9 horas, o terceiro envolvido no atentado contra o ex-prefeito José Paulo Novaes (PDT), ocorrido em junho de 95. Novaes saiu apenas ferido, mas a comerciante Neuza Ely Farias, de 35 anos, morreu em meio ao tiroteio. Desta vez, quem vai a julgamento é Fábio Henrique Affonso, o ‘‘Binho’’, 25, que na época do crime era assessor do então vereador pedetista Edilaldo Machado da Cruz (suposto mandante do crime). Binho é acusado de participação no atentado.
A expectativa em Goioerê é grande. É que Binho, além de ser bastante conhecido na cidade, é o único dos quatro acusados que respondeu todo o processo em liberdade. Outros dois envolvidos, Ademílson de Souza Pereira, o ‘‘Paraíba’’, e Ronaldo Wilson Hernandes, responderam na prisão e já foram julgados. Paraíba foi condenado a 18 anos e 2 meses de prisão, e Hernandes a 17 anos e 6 meses. Os dois foram enquadrados na lei dos crimes hediondos e vão ter que cumprir toda a pena em regime fechado, sem direito a benefícios. O quarto acusado, o ex-vereador Cruz, está foragido.
O julgamento de Binho já esteve marcado em outras duas datas. Ele deveria ter ido a júri no dia 2 de março, juntamente com Paraíba e Hernandes, mas o julgamento foi desmembrado. Depois estava para ir a júri no dia 14 de março, mas o advogado de defesa desistiu do caso e o julgamento teve que ser adiado novamente. Mais uma vez, o juiz será Nestário da Silva Queiroz, o mesmo que presidiu os outros dois julgamentos do caso. A acusação será feita pelo promotor Nelcino Moura de Oliveira e a defesa do acusado pelo advogado Anderson Douglas Galy Faleiros.
O atentado contra o então prefeito Novaes aconteceu dentro de um restaurante, no centro de Goioerê. Foi na noite do dia 14 de junho, véspera do feriado de Corpus Christi. Novaes estava jantando com um assessor quando Paraíba chegou disparando tiros de uma carabina. Um deles matou a comerciante, que estava numa mesa ao lado da de Novaes. Mesmo ferido, o então prefeito reagiu com tiros. Segundo investigações da polícia, Paraíba foi ajudado por Hernandes, que teria atuado como motorista dele. Já Binho teria seguido Novaes naquela noite para informar a Paraíba a localização do prefeito.

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