Justiça irá ouvir testemunhas contra policiais rodoviários
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segunda-feira, 14 de outubro de 2002
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Peabiru O processo que apura o envolvimento de policiais rodoviários de Campo Mourão e de Maringá num esquema de propina vai agora entrar na fase dos depoimentos das testemunhas de acusação. Os quatro policiais denunciados pelo Ministério Público de Campo Mourão e de Peabiru prestaram depoimentos e negaram participação no esquema. Eles chegaram a ser presos no final de junho, mas foram soltos graças ao habeas corpus.
O último depoimento foi prestado, por meio de precatório, pelo tenente William Dieimes Silveira, que atualmente está em Curitiba. Antes dele, já tinham deposto o capitão Esmeraldo Mançano (ex-comandante da Polícia Rodoviária de Maringá) e os sargentos Divonzir Ferreira da Silva (ex-chefe do posto de Campo Mourão) e Valdemir Aparecido Bonifácio (ex-chefe do posto da balança de Peabiru). Todos disseram ser inocentes.
O processo agora está com a juíza de Peabiru (12 km ao norte de Campo Mourão), Diocélia da Graça Mesquita Fávaro, para que sejam marcadas as datas dos depoimentos das testemunhas de acusação. A principal delas é a comandante da Polícia Rodoviária de Campo Mourão, tenente Cláudia Ferreira da Silva. Ela chegou a se infiltrar na suposta quadrilha e gravou conversas que foram anexadas ao processo.
O caso também resultou na prisão do empresário Amauri Lopes, sócio de um depósito de construção em Campo Mourão. Ele foi o último a obter habeas corpus e sair da prisão, no final de setembro. De acordo com depoimentos contidos no processo, os policiais cobravam 'pedágio' dos ônibus de sacoleiros que passavam pela PR-317 (Camo Mourão-Maringá) num esquema que rendia até R$ 6 mil por mês a cada policial.


