Técnicos do IAP recolhem amostras da água do lago em Apucarananbsp;O Promotor do Meio Ambiente de Apucarana, Luis Fernando Delázari, determinou prazo de 30 dias para que sejam rompidas as ligações de esgoto clandestinas que terminam no Lajo Jaboti, um dos principais locais de recreação da cidade. A determinação atinge os proprietários de imóveis que despejam esgoto clandestino no lago, interditado semana passada pela promotoria por causa da poluição por coliformes fecais.
Os proprietários dos imóveis serão chamados a fazer ligações na rede coletora de esgoto sanitário da Sanepar. Praticamente todos os bairros localizados abaixo da avenida Curitiba e rua Osvaldo Cruz, em torno do lago, são atendidos por rede de esgoto.
Na cidade, moradores evitam aderir ao sistema de esgoto para não sofrer acréscimo na conta de água. A taxa de esgoto encarece a conta em cerca de 80%. Segundo o promotor, quem não se integrar à rede de esgoto poderá ser acionado judicialmente. O prazo definido pela promotoria termina no dia 5 de setembro.
A interdição do lago foi embasada em laudos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que comprovaram a poluição. Funcionários da Guarda Municipal e soldados da Polícia Militar estão fiscalizando o lago para evitar o contato com a água do lago.
A determinação da promotoria proíbe a operação de pedalinhos no lago, além de atividades de lazer com caiaques, passeios de ‘‘banana-boat’’ (embarcação inflável em forma de banana) e de jet-ski (moto aquática).
O proprietário do parque aquático Toy Center Diversões, Rodolfo Osmar Villaverde, que opera pedalinhos no lago, reclamou da proibição. Ele aguardava nova consulta do IAP para reativar os pedalinhos, alegando que não há contato das pessoas com a água.
O promotor foi informado que cerca de 250 domicílios despejam resíduos poluentes no Lago Jaboti. Entre os poluidores, a Sanepar reconhece a existência de fábricas de bonés e jeans, que estariam jogando no lago a água resultante do processo de estonagem de tecidos. Tais resíduos podem ser responsáveis pela mortandade de peixes em alguns pontos do lago.
Segundo Delázari, o proprietário de imóvel em bairro atendido pela rede é obrigado a fazer a ligação do imóvel ao sistema. ‘‘Esta obrigatoriedade está prevista no Código de Posturas do Município e no Código Sanitário do Estado.’’

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