Justiça inocenta Garla de sequestro do filho
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quarta-feira, 07 de abril de 2004
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
O advogado Celso Garla foi inocentado ontem da acusação de ter participado do sequestro do filho, Celso Garla Filho e de mais um estudante, Thiago Fonseca Lunardelli, em julho do ano passado. A sentença foi dada pela juíza da 5 Vara Criminal de Londrina, Oneide de Freitas. Lucinéia Ribeiro dos Santos também foi inocentada. Décio Vanderlei Nogueira, Luciano Ribeiro dos Santos (irmão de Lucinéia) e Orelis Tinph foram condenados a cumprir pena de 14 anos, três meses e 15 dias de prisão em regime fechado, por sequestro qualificado e roubo continuado.
Celso Garla Filho e Thiago Lunardelli foram sequestrados em julho de 2003, quando iam para a universidade onde estudavam, na Zona Sul de Londrina. Os estudantes foram rendidos por dois homens armados e passaram por três cativeiros até serem libertados, quatro dias depois. O resgate de R$ 500 mil, pedido pelos sequestradores, não foi pago.
Celso Garla foi indiciado pelo delegado Sérgio Barroso, que na época era responsável pela delegacia de Furtos e Roubos de Londrina, por ter sido citado no depoimento de Décio Nogueira como um dos participantes do sequestro. O pedido de absolvição de Garla, no entanto, já havia sido encaminhado pela promotora Sandra Regina Koch em dezembro do ano passado, por não existirem provas para a acusação. Lucinéia foi inocentada por não haver provas suficientes para a condenação.
''Acredito na competência do delegado Barroso (atualmente trabalhando em Arapongas), mas acho que ele se equivocou em levar em consideração o depoimento de Nogueira para indiciar Garla'', disse o advogado de defesa do pai do estudante, André Luiz Salvador. ''Garla se sentiu vítima duas vezes nesse episódio: no ato do sequestro do seu filho e quando foi indiciado por Barroso'', acrescentou.
A promotora Sandra Regina Koch pode recorrer das decisões da juíza, mas Salvador acredita que Garla não seja mais envolvido no processo. ''Ela pode pedir a revisão da decisão sobre a Lucinéia ou o aumento das penas para os condenados. Quanto a Garla, ela mesma pediu a absolvição, no ano passado'', explicou. A Folha procurou a promotora para comentar a sentença, mas foi informada no Fórum que ela está de licença médica até a semana que vem.
O delegado Sérgio Barroso refutou as declarações de Salvador afirmando que existiam ''indícios suficientes'' para a polícia abrir inquérito contra Garla. ''O Ministério Público ofereceu denúncia contra ele, a juíza a recebeu e o processou. Então estavam os dois equivocados?'', ironizou.
Claudemir Sandoval, outro acusado pelo sequestro, ainda está foragido. O processo contra ele é conduzido separadamente e só terá continuidade efetuada sua prisão. (Colaborou Janaina Garcia)


