Justiça impõe ritmo para acabar com impunidade
Justiça impõe
ritmo para acabar
com impunidade
O juíz da comarca de Pinhão, Ronaldo Sansone Guerra, e a promotora Daniele Garcez da Silva, ambos no município desde maio deste ano, lideram um esforço concentrado do judiciário para ajudar a reduzir o número de homicídios através da agilização do andamento dos processos. Estamos colocando em ordem um passado que foi tumultuado, disse a promotora.
Quando a punição ocorre logo, a gente tira aquela idéia da impunidade, de que nada acontece, acrescentou Daniele Garcez. Na opinião da promotora, a agilização também é um importante fator na luta pela redução do número de assassinatos. Desde que começou esse trabalho, não se registrou mais homicídios. Somente em outubro, foram oito júris. A Justiça pretende dar conta de nada menos do que 350 processos do juizado especial criminal e mais 2 mil cíveis, além de 500 processos de crime em andamento. Destes, esclarece o juíz, 50 já estão preparados para sessão de julgamento. A pauta de audiências se encontra marcada até abril do ano que vem.
O juiz mencionou que, entre os processos crime, há o julgamento de muitos assassinatos que ocorreram há mais de 20 anos. Promotora e juíz, para quem índices de violência alarmante são coisa do passado, afirmam que o trabalho agora é para que em breve as sentenças não demorem mais tanto tempo para serem definidas. A prefeitura alugou para os trabalhos do Tribunal do Júri um espaço onde antes funcionava uma loja de R$ 1,99. Várias das cadeiras são de palha. (M.G.)





