O Colégio Estadual Vicente Rijo, o segundo maior de Londrina, precisou de uma liminar judicial para realizar ontem a eleição de diretor. Ao contrário do que determinou o Núcleo Regional de Ensino (NRE), a escola adiantou o início da votação das 16 horas para as 10h45. ''Cerca de 60% dos alunos aptos a votar estudam no período da manhã. Se mantivéssemos o horário determinado pelo Núcleo não teríamos quórum novamente'', defendeu o diretor-geral Carlos Ricardo Caslavsky.
O Vicente Rijo foi uma das 10 escolas em Londrina que não obtiveram o número mínimo de votos na primeira eleição. Poderiam votar 2.614 alunos ou pais. Para validar a eleição deveriam comparecer às urnas, pelo menos, 30% deles. Isso significa 785 votos mas, de acordo com Caslavsky, apenas 610 pessoas votaram no último dia 17.
A obrigatoriedade de quórum existe porque o voto dos alunos ou pais têm peso de 50% na eleição, enquanto funcionários e professores respondem por 30% da escolha. O Vicente Rijo e o Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL) foram os últimos a definir seus diretores.
A liminar foi expedida ontem de manhã pelo juiz da 6ª Vara Cível, Celso Sikiti Sato. Em seguida, funcionários do Colégio estiveram no NRE para buscar as urnas. A eleição terminaria às 21 horas e já contabilizava cerca de 370 votantes no final da manhã. Dois candidatos disputam o cargo: o atual diretor Carlos Ricardo Caslavsky concorre à reeleição contra o professor Otávio Alves da Silva.
A chefe do NRE, Sandra Regina Rodrigues do Amaral, disse que a melhor solução para o caso era suspender o pleito enquanto a Justiça analisava a ação. ''Não queremos prejudicar ninguém, mas ainda não decidimos o que fazer'', afirmou.

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