Curitiba - A Justiça Federal do Paraná realizou ontem o quarto júri popular de toda a sua história. Apesar de ser um fórum especializado para decisões de crime contra a União, o caso em dicussão envolvia, além de formação de quadrilha e falsificação de moeda nacional, tentativa de homicídio. A lei determina que crimes contra a vida sejam levados a juri popular. Até o fechamento desta edição o julgamento não tinha terminado.
Segundo acusação do Ministério Público Federal, sete homens estavam envolvidos nos crimes. Wilson Leodoro Evaristo, Bragy Roque de Mello, conhecido como Roque, e José Sebastião do Nascimento Ramos foram julgados ontem. Os outros quatro, Francisco Nascimento Ramos (Chico), João Agostinho Martins (J. Agostinho), João Batista Barreto (Alemão) e Miguel do Nascimento Ramos estão foragidos e serão julgados em outro processo.
Os sete são acusados de fasificar, em 2000, grande volume de cédulas de R$ 10,00, R$ 50,00 e R$ 100,00, cuja distribuição foi feita em Santa Catarina, principalmente na região de Rio Negrinho. Três deles –Evaristo, José Sebastião e Franscisco Ramos– eram acusados de ter tentado matar um de seus companheiros de quadrilha, o Alemão, no dia 2 de novembro de 2000. Evaristo é acusado, ainda, de ter apresentado falsa identidade à polícia no momento da prisão.
A detenção dos acusados aconteceu um dia após a tentativa de homicídio. A polícia chegou até os criminosos através de denúncia da mulher de José Sebastião, que descobriu, sob o assoalho da casa, a arma usada na tentativa de homicídio, uma pistola Bryco, calibre 380. Na casa de Bragy Mello, foram encontrados os equipamentos supostamente utilizados para a produção das cédulas, além de R$ 9,5 mil em notas falsificadas.

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