Curitiba - A Justiça Federal do Paraná realizou ontem o quinto júri popular da sua história. O réu Francisco do Nascimento Ramos, um operador de motossera de 21 anos, foi absolvido. Ele era acusado de cometer os crimes de falsificação de moedas, tentativa de homicídio duplamente qualificado, formação de quadrilha e uso de documentos falsos. Os crimes teriam ocorrido em Rio Negrinho.
O júri foi presidido pela juíza Bianca Geórgia Cruz Arenhart e durou cerca de sete horas. Os jurados (seis mulheres e um homem) decidiram pela absolvição do réu por considerar insuficientes as provas apresentadas pela acusação. Ramos foi acusado pelo Ministério Público de integrar uma quadrilha que falsificava notas. Além disso, ele teria tentado matar um dos integrantes da quadrilha.
Durante o julgamento, oficiais de Justiça federais apresentaram os equipamentos supostamente utilizados para a confecção das cédulas falsas, além do montante de R$ 9,5 mil em notas falsificadas.
O júri popular é um procedimento extremamente raro na Justiça Federal. Segundo a assessoria de imprensa da JF, por julgar causas envolvendo a União, dificilmente crimes dolosos, que atentam contra a vida, seguem para julgamento. Por isso, este é o quinto júri popular em mais de 100 anos de existência da Justiça Federal no Estado.

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