Foz do Iguaçu - A Justiça Federal fechou ontem o Porto Dourado Internacional Clube, uma associação localizada à margem do Lago de Itaipu, em Foz do Iguaçu. A ordem judicial atendeu pedido de reintegração de posse feito pela Itaipu Binacional, em virtude do fim do regime de comodato da área.
Criado em 1987, o clube tem uma área de 76 mil metros quadrados, com atracadouro, lanchonete, campo de futebol, churrasqueiras e área de camping. Atualmente, ele tem 1,5 mil associados, segundo seu presidente, José Leodoro Lopes. ''Vamos entrar com recurso'', antecipou.
Operários abriram, com uma retroescavadeira, uma vala na entrada da sede recreativa para impedir a entrada de veículos. Também fizeram uma barreira próximo ao atracadouro. As edificações tiveram as fechaduras trocadas e o portão de entrada foi lacrado com uma corrente e cadeado.
O pedido de fechamento surgiu na Comissão Técnica Mista (Cetim), integrada por órgãos ambientais, Ministério Público e Itaipu Binacional. Segundo o promotor Luiz Francisco Barleta Marchioratto, o regime de comodato expirou em 1995.
''Você não pode deixar uma área pública para fins particulares'', informou. Conforme ele, o próximo passo deve ser a destruição da área construída. Depois, será feito o reflorestamento dentro da faixa de proteção, de cerca de 100 metros a partir da beira do lago.
O Cetim também a reintegração de posse da área do Iate Clube Lago de Itaipu (Icli), situado ao lado do Porto Dourado. O funcionamento do Icli foi autorizado pela Justiça Federal, em agosto de 2001. A permissão contrariou estudo sobre o impacto ambiental na área, que resultou numa interdição de pouco mais de três meses em 2000.

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