Justiça exige plano de obras da BR-153
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quarta-feira, 20 de janeiro de 1999
Luciane Tonon 
Os procuradores da Justiça Federal, Eliana Pires Rocha e Márcio Domeni Cabrini, encaminharam ofício ao Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), solicitando um organograma dos planos para a recuperação imediata da BR-153, trecho entre Ibaiti e Jacarezinho.
Eles pediram também à Polícia Rodoviária um relatório de acidentes ocorridos no trecho, provocados pelos buracos na pista. O prazo dado pelos procuradores, tanto para o DNER quanto para a Polícia Rodoviária, é para esta semana.
A denúncia partiu do Ministério Público de Ibaiti (80 km ao sul de Jacarezinho), depois de informações veiculadas pela imprensa sobre a situação da pista e manifestações feitas por usuários no trecho durante o ano passado. É uma medida preliminar de investigação. Uma vez que a situação da rodovia tem colocado em risco a vida dos usuários, explicou a procuradora Eliana Pires Rocha.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária, existem cerca de 711 buracos em um trecho de 66 quilômetros.
Segundo a procuradora, a partir das informações contidas no organograma do DNER e no relatório da Polícia Rodoviária a Justiça Federal poderá decidir sobre os procedimentos a serem tomados e que podem gerar até uma ação civil pública. Eliana Pires disse ainda que será avaliada a falta de conservação do patrimônio público. A estrada também é considerada patrimônio público e não deveria ficar descuidada.
O engenheiro chefe do DNER, José Carlos Belluzi, informou que o ofício formal sobre o organograma será enviado através da chefia distrital do DNER em Curitiba. Belluzi disse que as obras de recuperação e a operação tapa-buracos já foram iniciadas no trecho. Independentemente da resposta à procuradoria, a empresa mantenedora do trecho já está em campo, reforçou Belluzi.
Ele disse ainda que foi aberta licitação para contratar a empresa que vai recuperar as vigas e as lajes da ponte do Rio Ubá, nas cabeceiras Sul e Norte. Uma das cabeceiras encontra-se deteriorada, com buracos que comprometem o tráfego. Pedimos paciência aos usuários, que observem a sinalização e diminuam a velocidade ao passar no trecho da ponte, acrescentou.
No último protesto realizado pelos usuários, em 11 de novembro do ano passado, os manifestantes colocaram várias faixas no trecho, para tentar sensibilizar o governo sobre a situação da rodovia. Os manifestantes reclamaram que há dois anos o trecho estaria abandonado, sem nenhuma manutenção.
Mas DNER garante que a rodovia ficou somente um ano sem manutenção, porque havia vencido o contrato com a empreiteira responsável pelo serviço.


