Maringá O juiz da 4 Vara Cível de Maringá, Alexandre Kozechen, concedeu liminar determinando que a prefeitura e a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná façam a recuperação imediata do Horto Florestal, a terceira maior reserva ecológica da cidade, com 37 hectares. A liminar prevê que a prefeitura e a companhia dona da área mantenham a reserva isolada e cuidem da área, que está abandonada e degradada.
Um dos principais problemas do horto é a poluição do Córrego Borba Gato, que nasce na reserva e recebe esgoto clandestino de empresas da região. Uma das medidas solicitadas pelo juiz é para que seja feita a identificação dos poluidores para consequente punição. De acordo com denúncias feitas pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, o estado de abandono da reserva é tanto que as matas estão servindo de esconderijos para marginais e viciados.
De acordo com o procurador jurídico do município, Alaércio Cardoso, a prefeitura já vem tomando providências para conter o nível de degradação do local. ''Estou surpreso com a liminar porque temos sido sensíveis às determinações do Ministério Público nas questões ambientais'', disse Cardoso. Segundo ele, a prefeitura ainda não tinha sido notificada até ontem e que, dependendo dos termos da liminar, o município vai recorrer.
A diretoria regional da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná informou ontem que também não tinha sido notificada sobre a liminar e que o advogado da empresa só se manifestará nos próximos dias.

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