A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv), Marlene Valadão, foi notificada ontem sobre a realização de uma auditoria nas contas e documentos do sindicato. O pedido foi feito pelo servidor Moacir de Oliveira Branco, que faz parte da chapa vencedora das últimas eleições, com posse marcada para o dia 4 de dezembro, através de ação protocolada na 7 Vara Cível de Londrina.
Na ação, Branco pede também a formação de uma junta provisória ''com poderes específicos para gerir as atividades do Sindicato requerido até a data da posse da nova diretoria'', mas apenas o pedido de auditoria foi acatado pelo juiz José Cichocki Neto. No despacho, com data do dia 21, o juiz nomeia o perito Benedito da Silva, que tem prazo de 10 dias para apresentar proposta de honorários.
Segundo o presidente eleito do Sindserv, Marcelo Urbaneja, os servidores estariam apreensivos com a descoberta recente de que o Instituto de Capacitação no Serviço Público (Incasp), criado em maio de 2002, é uma entidade privada, independente do sindicato, embora receba recursos da entidade. ''Sempre nos foi falado que o Incasp era uma conquista do Sindserv. Agora sabemos que a idéia que nos foi passada é, no mínimo, uma propaganda enganosa'', afirma Urbaneja. O presidente eleito ressalta, porém, que a ação não tem caráter político-partidário.
De acordo com Marlene Valadão, que também é presidente do Incasp, o Instituto não tem fins lucrativos e foi concebido com o objetivo de promover a capacitação dos servidores. ''Existe um convênio com o sindicato, que repassa uma quantia mensal ao Incasp, entre R$ 7 mil e R$ 8 mil, para pagamentos de despesas. Em troca, os servidores podem fazer cursos a preços abaixo de mercado.''
O Incasp trabalha em parceria com a Universidade Eletrônica do Brasil, Universidade Estadual de Ponta Grossa e instituições como Sesi e Senac. São oferecidos cursos de graduação e pós-graduação, pelo sistema presencial e semi-presencial, onde apenas os tutores ficam junto aos alunos e os professores à distância. De acordo com a presidente do sindicato, há 540 servidores matriculados no instituto.
Quanto à auditoria, Marlene informou que não vê problemas. ''Não há irregularidades nas contas. Trato o dinheiro do sindicato como se fosse dinheiro público, jamais sujaria o meu nome cometendo irregularidades'', argumentou.

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