O juiz da 1 Vara Criminal do Fórum de Londrina, João Luiz Cléve Machado, decretou anteontem a prisão temporária por 30 dias do auxiliar de enfermagem David Fernando Dessunti, viúvo da universitária Eline Maria Rodrigues Gomes Dessunti, 23 anos, assassinada com um tiro na cabeça no dia 2 deste mês. O advogado de Dessunti, Nilton Roberto da Silva Simão, disse que ele deve se apresentar espontaneamente até amanhã.
O pedido de prisão temporária partiu do delegado do 3º Distrito Policial, Manoel Pelisson. Segundo o juiz, haviam elementos no inquérito que convergiam para embasar a medida. Cléve Machado argumentou que a prisão pode ''ajudar nas investigações para a conclusão do inquérito''. Pelisson foi procurado pela Folha mas preferiu manter sigilo sobre o caso. Ele declarou apenas ''que as investigações estão adiantadas e a Polícia Civil tem fortes indícios contra um suspeito''.
O advogado de defesa afirmou que seu cliente ''é inocente e que está chocado com a morte da esposa''. De acordo com Simão, Dessunti teve problemas de saúde e assim que recebeu alta médica decidiu viajar ''pois não era indiciado, acusado ou mesmo tinha alguma ordem de prisão contra sua pessoa''.
Simão disse que o auxiliar teve sangue e saliva colhidos pela Polícia Civil para realização de exame de DNA. Segundo ele, ontem encaminhou um pedido ao delegado requisitando que seja fornecida uma lâmina ou qualquer outro material colhido para realizar uma contra-prova em laboratório particular já que, afirmou, o resultado das análises que estão sendo feitas pelo Instituto Médico-Legal do Paraná deve levar meses para ficar pronto.
O advogado reclamou que até o momento não teve acesso às investigações. Sobre isso, Pelisson não quis fazer comentários já que não teve tempo hábil para conhecer a íntegra do pedido.

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