A Justiça decretou ontem a prisão preventiva do soldado da Polícia Militar Siumar Antônio da Silva, de 29 anos, que confessou ter matado a tiros dois jovens evangélicos que faziam vigília num morro na Cidade Industrial de Curitiba, no último dia 13. Outros três soldados do 13º Batalhão estão afastados do trabalho, sob suspeita de terem participado do crime. Nenhum deles admitiu culpa e não há, por enquanto, pedido de prisão contra eles.
Silva está detido na sede do 13º BPM, no Novo Mundo. A versão apresentada por ele, de que matou os evangélicos e depois agiu sozinho para jogar os corpos no Rio Passaúna, foi colocada em xeque depois da divulgação do laudo da necrópsia feita nos corpos de Samuel dos Santos e Antônio Marcos Rocha. O laudo mostra que, ao contrário do que disse o soldado, os dois jovens não foram atingidos apenas por escopeta. Receberam também tiros de revólver na cabeça.
Ontem o oficial responsável pelo Inquérito Policial Militar, capitão Sérgio Vendrametto, tomou o depoimento de mais duas pessoas: um policial que estava de serviço na noite do crime e uma testemunha civil. Segundo Vendrametto, por enquanto não há elementos para apontar outros envolvidos no crime.

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