Imagem ilustrativa da imagem Justiça decreta prisão de dupla suspeita de assassinar empresário
| Foto: Saulo Ohara/Grupo Folha



O juiz Delcio Miranda da Rocha decretou nesta sexta-feira (21) as prisões preventivas dos dois rapazes suspeitos de envolvimento no latrocínio (roubo seguido de morte) do empresário londrinense Rafael Francisco Martins, 48 anos. O crime aconteceu no início da noite da última quarta-feira, na rua Engenheiro José Adalberto de Azevedo, no jardim Terra Bonita, zona sul de Londrina. Martins estava no carro junto com a esposa quando foi rendido pelos criminosos na saída do condomínio onde residia. Conforme a Polícia Civil, ao fazer um gesto de tirar o cinto de segurança, ele levou um tiro na cabeça, morrendo ainda no local.

A esposa, que presenciou o assassinato, não se feriu. Três homens fugiram em um Palio, mas dois deles foram localizados horas depois por investigadores da 10ª Subdivisão Policial no jardim Olímpico, região oeste. Neste mesmo endereço, os policiais apreenderam o carro usado na morte do empresário. Ele foi sepultado no cemitério Parque das Alamandas, próximo ao Parque Ney Braga.

A decisão saiu após realização da audiência de custódia na VEP (Vara de Execuções Penais). Conforme o termo da sessão, o magistrado entendeu que a aplicação de medidas cautelares, como tornozeleiras eletrônicas, "seriam suficientes para evitar novas delinquências". A Polícia Civil busca outros dois suspeitos.

Choro e olhar desviado

Os dois suspeitos capturados pela Polícia Civil foram apresentados à imprensa após a audiência de custódia. Chorando, Mateus Farias Alves da Silva negou participação e afirmou que não estava na cena do crime. "Eu estava em casa e tenho testemunha", afirmou. Ele negou ainda que seja o dono do Pálio utilizado no ato criminoso e que só conhecia os outros participantes de vista. "O Martiliano chegou e estacionou o carro em casa. Eu tenho emprego registrado", disse o suspeito.

Sem olhar para as câmeras, Martiliano Bispo Pereira assumiu ser o dono do veículo, que estava registrado no nome do irmão dele, e voltou a defender que atuou como condutor, o que é negado pela mulher da vítima fatal. "Acabou acontecendo, mas eu só estava dirigindo. A intenção não era matar', disse.

O delegado responsável pelo caso, Thiago Vicentini, ressaltou que a dentista sobrevivente do latrocínio não teve dúvidas em identificar Pereira como o motorista do carro e o adolescente de 17 anos, também suspeito de participação, como autor do disparo contra o empresário. Ele já tem um mandado de internação contra ele e é considerado foragido pela Polícia Civil.

O delegado ainda confirmou que trabalha com a hipótese de participação de uma quarta pessoa no crime, citada nos depoimentos dos presos, e que foi solicitada prisão preventiva também contra ele. "Estamos checando esta informação, mas ainda não temos a localização dele", afirmou Vicentini.

(com informações da repórter Micaela Orikasa, da Folha de Londrina)

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