Apucarana Uma ação do Ministério Público (MP) resultou, ontem, na prisão preventiva de oito pessoas, supostamente envolvidas com irregularidades no Setor de Carceragem Temporária (Secap) mini-presídio de Apucarana. Dois deles são policiais militares do 10º Batalhão da PM de Apucarana que atuam na guarda externa do presídio.
Segundo a promotora da Vara Criminal, Márcia Regina Rodrigues dos Anjos, o caso está sendo investigado em segredo de Justiça. Mas ela adiantou que essas pessoas estariam envolvidas com tráfico de drogas e ''possível'' corrupção.
''Foi recrutado um inquérito determinando a prisão dessas pessoas por conta de um trabalho de inteligência, interceptação de telefones que foi feito com a permissão da Justiça. O mais grave dessas irregularidades seria a facilitação da entrada de celulares e o tráfico de drogas. Agora o caso está sendo investigado'', relatou Márcia.
O Secap tem capacidade para 80 presos e atualmente conta com 196, sendo 172 homens e 24 mulheres. Segundo o delegado de Apucarana, Marcolino Aparecido da Costa, não é a primeira vez que ocorrem irregularidades no presídio. ''Há trinta dias foram encontrados 800 gramas de maconha e há uns dois meses encontramos uma arma de fogo lá dentro'', disse.
O 10º Batalhão da PM de Apucarana vai instaurar um inquérito para que seja averiguado a suposta participação dos dois oficiais nas irregularidades apontadas pelo MP. ''Paralelamente a área criminal, o comandante deve abrir um conselho administrativo para verificar se esses oficiais continuarão ou não na compondo o quadro do batalhão'', disse o porta voz do comando da PM, o sub-tenente Eldison Martins do Prado.

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