Campo Mourão - A juíza de Peabiru (12 km ao norte de Campo Mourão), Diocélia da Graça Mesquita Fávaro, decretou ontem a prisão de quatro policiais rodoviários de Maringá e Campo Mourão. Um deles é o comandante da 4ª Companhia de Maringá, capitão Esmeraldo Mançano. Os outros três são o tenente William Dieimes Silveira e os sargentos Divonzir Ferreira da Silva e Valdemir Aparecido Bonifácio.
A prisão dos quatro policiais atendeu pedido do Ministério Público através de uma ação em conjunto dos promotores de Campo Mourão e de Peabiru. Os quatro são acusados de formação de quadrilha armada. Um quinto acusado é o comerciante Amauri Lopes, sócio de um depósito de construção de Campo Mourão, que está preso desde segunda-feira. O comerciante também foi denunciado por corrupção ativa e porte ilegal de arma.
De acordo com a denúncia, Lopes recolhia dinheiro em empresas de ônibus de turismo e de transporte de cargas e repassava os valores para os policiais rodoviários. Em troca, esses veículos não eram fiscalizados quando passavam pela balança de pesagem da PR-317, em Peabiru. Os quatro policiais acusados davam ordens aos seus subordinados para que não fizessem a fiscalização em veículos de determinadas empresas.
Além de Mançano, que comanda a 4ª Companhia, o tenente William foi comandante do 2º Pelotão, em Campo Mourão, enquanto os sargentos Divonzir e Bonifácio eram chefes, respectivamente, dos postos da Polícia Rodoviária de Campo Mourão e da balança de Peabiru. O tenente William atualmente está no 13º Batalhão da Polícia Militar em Curitiba. O sargento Bonifácio está lotado no 4º BPM de Maringá.
A denúncia do MP diz que o esquema começou a cair quando a nova comandante o 2º Pelotão, tenente Cláudia Ferreira da Silva, foi procurada por Lopes para entrar no esquema de corrupção. Ele teria lhe oferecido dinheiro e um carro. Cláudia comunicou o fato ao comando geral da Polícia Rodoviária e fingiu ter aceito a proposta. Ela chegou a receber dois o repasses de propinas - o primeiro de R$ 500,00 e o segundo de R$ 900,00.
Até o início da noite de ontem nenhum dos policiais havia sido preso. Na 4ª Companhia de Maringá, a informação era de que o capitão Mançano havia pedido licença médica ontem e que a partir de segunda-feira estará em férias. Na Polícia Rodoviária de Campo Mourão, o sargento Divonzir teria trabalhado normalmente durante o dia. Além da prisão preventiva, o MP pediu a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico dos cinco acusados.

mockup