Justiça decide hoje sobre fim de greve
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terça-feira, 20 de novembro de 2001
Betânia Rodrigues<br>De Londrina 
O juiz da 2 Vara Federal de Londrina Danilo Pereira Júnior emite hoje sua resposta sobre a ação civil pública na qual o Ministério Público Federal pede o fim da paralisação dos servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O procurador regional da República Mário Ferreira Leite solicita o retorno às atividades em cinco dias sob pena de multa de R$ 300 mil/dia para o governo estadual e R$ 50 mil/dia para o Sindicato dos Professores (Sindiprol) e Associação dos Servidores da UEL (Assuel). Além deles, também foram citados como réus a União, através do Ministério da Educação (MEC), e a reitoria da universidade. Todos terão três dias úteis para se defender a partir da comunicação da decisão.
O presidente da Assuel, Itamar André Rodrigues do Nascimento, disse ter certeza que o juiz acatará o pedido do MP e, por isto, os sindicatos já estão preparados para recorrer. Essa é a greve mais longa da história da UEL. Até então, a mais duradoura havia sido a de 1989, ano em que os servidores cruzaram os braços por 45 dias.
Enquanto a Justiça tenta dar um fim ao impasse, os grevistas se debruçam sobre o orçamento estadual de 2002 para encontrar brechas que atendam suas reivindicações. De acordo com o professor Kennedy Piau, membro do comando local de greve, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não será empecilho para o Estado no próximo ano. Conforme avaliação do grupo, a previsão de gasto com os servidores estaduais em 2002 não passa de 45% do orçamento. A LRF exige que a despesa com salários não comprometa mais do que 60% da verba. ''Se o governo aceitasse o nosso índice, a folha de pagamento seria de 47,66%'', contabilizou Piau.
Entre as sugestões que serão oferecidas ao governo estão: a redução de pisos definidos no Plano de Cargos e Salários e o remanejamento de verbas para programas estaduais. Segundo o professor, o orçamento de 2002 prevê um gasto de R$ 85 milhões com propaganda, o que não é prioritário.


