Justiça condena outro envolvido em atentado a prefeito
GOIOERÊ - Dezessete anos e seis meses de prisão em regime fechado. Essa foi a pena dada anteontem pelo Tribunal do Júri de Goioerê (78 quilômetros a oeste de Campo Mourão) a Ronaldo Wilson Hernandes, 26 anos, acusado de ter participado do atentado que feriu o então prefeito da cidade, José Paulo Novaes (PDT), e matou a comerciante Neuza Ely Farias. O crime aconteceu em junho de 95. A pena é um ano menor que a dada duas semanas antes a Admílson de Souza Pereira, o Paraíba, que disparou os tiros e assumiu todo o crime sozinho.
O tamanho da pena causou surpresa. Hernandes foi acusado de ter chegado em Goioerê um mês antes do crime, trazido pelo então vereador Edilaldo Machado da Cruz (PDT), para participar do atentado. Segundo a polícia, ele alugou e dirigiu o carro que levou Paraíba até o restaurante onde aconteceram os tiros. Hernandes negou participação, mas uma ex-mulher dele contou que ele receberia R$ 5 mil pelo trabalho.
Outro acusado de participação no atentado, o então assessor de Cruz, Fábio Henrique Affonso, 25 anos, também deveria ser julgado na sexta-feira. Como o advogado de defesa desistiu do caso, o júri acabou sendo adiado para uma data ainda a ser definida. O ex-vereador, acusado de ser o mandante do crime, está foragido.





