Justiça condena homem por assassinato de ex-esposa
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sábado, 20 de dezembro de 2003
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Manoel Ribas Hilário Dionísio Perazzoli, 68 anos, foi condenado ontem a 13 anos e seis meses de prisão pelo assassinato da ex-esposa Alice dos Santos Perazzolli, ocorrido em 1992, em Manoel Ribas (146 km ao sul de Apucarana). Após 24 horas de julgamento, os jurados acataram por seis votos a um a tese qualificadora de homicídio por meio cruel. Por ser crime hediondo, Perazzolli deve cumprir a pena em regime fechado.
Alice foi morta por Perezzoli com 12 facadas no dia 8 de julho de 1992, na Rua Sete de Setembro, em Manoel Ribas. De acordo com o depoimento de uma testemunha, ela foi tirada à força de um carro e ferida a golpes de faca no peito.
A tese de homicídio por motivo fútil foi rejeitada por quatro votos a três. O crime teria ocorrido após discussão por motivos patrimoniais. A defesa ainda pode recorrer da decisão. O advogado Cyllêneo Pessoa Pereira, assistente de acusação, disse acreditar que o Tribunal de Justiça, em Curitiba, confirme a pena. ''Se a defesa realmente recorrer, acredito que o resultado do julgamento seja mantido pelo Tribunal'', afirmou.
O julgamento foi presidido pela juíza da Comarca de Manoel Ribas, Adriana Marques dos Santos Ossipi. A acusação ficou a cargo do promotor de Justiça da Comarca de Cândido de Abreu, Alexandre Ramalho, com assistência de Cyllêneo Pereira e Anna Christina Castelo Branco Pereira Fortunato. A defesa foi feita pelos advogados José Teodoro Alves e Israel Batista de Moura. O público se manifestou através de camisetas com pedido de Justiça.
Em outubro de 1997, o Tribunal do Júri havia sido instalado em Ivaiporã Manoel Ribas ainda não era Comarca mas o acusado teria fugido dias antes. Em setembro deste ano, Perazzolli foi recapturado em Santa Catarina e transferido para Manoel Ribas, onde ficou detido à espera do julgamento.


