Justiça condena ex-chefe da Ciretran de Maringá
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terça-feira, 04 de novembro de 1997
Lucinéia Parra Maringá 
O ex-chefe da 13ª Ciretran de Maringá, Paulo Porpiglio, foi condenado a três anos e nove meses de reclusão por crime de concussão - uso do poder público para benefício próprio. A sentença foi concedida pelo juiz da 2ª Vara Criminal, Devanir Manchini. Além de Porpiglio, o ex-chefe do 8º Centro Regional de Trânsito, Álvaro Monteschio, os dois funcionários da Ciretran, Odair Henrique e Homero Monqueiro Júnior, e Ismael Martins Barbosa também foram condenados à prisão pelo envolvimento no chamado escândalo da Ciretran que foi deflagrado no dia 29 de março do ano passado.
De acordo com a sentença, Porpiglio terá que pagar também 35 dias de multa no valor correspondente a 10% do salário mínimo vigente na época. Monteschio, Odair Henrique e Homero Monqueiro Júnior foram condenados a três anos e quatro meses de reclusão cada. Já o motorista Ismael Martins Barbosa foi condenado a dois anos e oito meses de prisão.
O chamado escândalo da Ciretran começou com a prisão de Porpiglio, Odair e Homero. Os três eram acusados de cobrar propinas dos despachantes para liberar os documentos das auto-escolas. Porpiglio foi flagrado na época, recebendo um cheque de R$ 300,00 do diretor do Sindicato dos Despachantes de Maringá, Roberto Ramos do Prado.
Ismael, que não era funcionário da Ciretran, também participava do esquema de corrupção. Entre os envolvidos no escândalo, apenas o acusado Nilton César Mendes foi absolvido por falta de provas.
Os cinco condenados são réus primários e por isso vão cumprir a pena em regime aberto. Durante um ano, eles terão que prestar serviços à comunidade e serão obrigados a se apresentar todos os meses ao juiz para dar informações sobre suas atividades. Nenhum dos condenados poderá deixar a cidade sem a autorização da Justiça.
Paulo Porpiglio não foi localizado ontem. Na loja de autopeças de propriedade dele, funcionários disseram que ele estava viajando e só retornaria quinta-feira. Monteschio e os demais condenados também não foram localizados.


