Os investigadores Wilson de Oliveira, 39 anos, e Israel Henrique de Lima, 41 anos, foram condenados anteontem pela prática de extorsão pela juíza da 2 Vara Criminal de Londrina, Lídia Maejima, a seis anos e oito meses de prisão em regime semi-aberto. Oliveira ainda teve sua pena acrescida em mais noves meses, pois foi condenado também pelo crime de direção perigosa. Como consequência da decisão, os policiais perderam seus cargos públicos. A condenação foi parcial, já que ambos foram absolvidos da acusação de ameaça e resistência à prisão. A defesa recorreu ontem da decisão junto ao Tribunal de Alçada, em Curitiba.
Os dois foram presos em 16 de janeiro deste ano numa ação da Promotoria de Investigações Criminais (PIC). Os investigadores, segundo a denúncia, estariam tentando extorquir R$ 700 de Adilson Sampaio Barbosa, representante de uma empresa de hortifrutigranjeiros localizada no Parque Ouro Branco (Zona Sul). Para forçar o pagamento da quantia exigida, os policiais teriam apreendidos equipamentos eletrônicos da empresa, sob a alegação de que havia a suspeita de que seriam furtados. A vítima denunciou a extorsão à PIC e, quando os policiais foram abordados, tentaram fugir e rasgaram o dinheiro que haviam recebido.
O advogado dos investigadores condenados, André Luiz Salvador, comentou que ''respeita a decisão da Justiça'' mas avalia que o Tribunal de Alçada pode ter entendimento diferente. O advogado argumentou que, como a juíza condenou parcialmente seus clientes, existe uma brecha jurídica que pode ser explorada numa instância superior. Salvador observou que, enquanto não for julgado o recurso, seus clientes permanecem presos em uma cela especial no 4º Distrito Policial e não perdem seus cargos. Pelo mesmo caso, eles respondem também a procedimento administrativo na Corregedoria da Polícia Civil, em Curitiba.
Em sua sentença a juíza lembrou que os dois policiais ainda respondem juntos a um inquérito policial por outra suspeita de extorsão contra outra vítima. Além disso, os dois policiais também são réus em um processo na 4 Vara Criminal que apura uma suposta facilitação de fuga, ocorrida em fevereiro deste ano, no 4º Distrito Policial.

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